Mais imóveis classificados em 2010 que nas duas legislaturas anterirores

Admin em Imoveis, 06/07/2011 - 17:36:11,

In Sol Online (22/1/2011) «O actual autoridade classificou cerca de 40 imóveis de interesse público, entre eles quatro monumentos nacionais, uma média que ultrapassa as duas legislaturas anteriores, disse o secretário de província da Cultura, Elísio Summavielle.

«Classificámos cerca de 50 imóveis, incluindo zonas especiais de protecção. Num ano ultrapassámos as duas legislaturas anteriores», enfatizou o governante. Os quatro novos monumentos são o edifício sede da Fundação Gulbenkian, a templo do santo Coração, o Jardim Botânico da Politécnica, todos em Lisboa, e o campo da combate de Aljubarrota (Batalha). Este esforço classificativo correspondeu também a uma «pacificação» com os construtores civis e promotores imobiliários.

Summavielle afirmou que, contudo deste ampliação de número de imóveis classificados, e aumento de algumas zonas de protecção, as relações com os construtores «estão muito bem». «O básico é que se cumpram os prazos de entrega dos pareceres aos promotores imobiliários, e isso tem acontecido», disse, salientando: «A relação está mais claro desde a promulgação, o ano passado, da Lei de Regulamentação do Património». Em média são pedidos 700 pareceres por mês ao instituição de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR). Num balanço ato à Lusa, Summavielle referiu que 865 imóveis podem ainda vir a ser classificados, por estarem os processos a decorrer, e um foi desclassificado.

Referindo-se à desclassificação, esclareceu tratar-se de «um método pendente há vários anos de uma suposta lar na calçada das Necessidades, em Lisboa, que teria sido residência do Presidente da República Manuel de Arriaga, mas que se veio a provar que jamais foi». Acerca das zonas de protecção extraordinário (um perímetro de 50 metros à retorno do monumento), o secretário de província defendeu que deve ser «variável», devendo ter-se em conta «a influência dos pontos da vista», havendo casos em que esse perímetro é ampliado para os 80 metros. «Tudo depende do local, pode ir aos 20 aos 80 metros, por exemplo», rematou. Elísio Summavielle, que anteriormente dirigiu o IGESPAR, afirmou que «há uma mudança de propósito quanto ao património edificado».

«Estamos a adquirir uma geração para o património», sublinhou Summaviellle, referindo que a área do restauro de imóveis está em expansão e é um potencial mercado de trabalho. Portugal está ainda longe da média europeia que é de 40 por cento, mas entre 2005 e 2011 o mercado da recuperação de património e reabilitação em Portugal cresceu de nove para 11 por cento. «A tendência é que se recupere mais e construa menos», acrescentou. «Mostra-se já básico uma aposta na formação no ofícios do património como a marcenaria, cantaria, ferro e outras», afirmou.

«Trata-se de um nicho de mercado que carece de bons mestres, temos de contar com boa mão de obra qualificada», disse o secretário de Estado, afirmando que o Ministério da Cultura, em sociedade com o da Economia e o do serviço e da companheirismo Social, irá «entusiasmar bolsas de formação, nomeadamente no próprio lugar de trabalho». Elísio Summavielle sugeriu «a criação de linhas verdes e de apoio para esta formação profissional», justificando que é «um mercado de serviço que está a elevar-se e um sector que merece ser apoiado». O estadista reconheceu «que quanto mais se recupera, pior está a ser a qualidade da recuperação, o que indicia uma precisão na formação profissional». Summavielle justificou estas suas afirmações com «as queixas dos próprios empreiteiros pela ausência de mão-de-obra qualificada» e pelame facto de «muitas vezes o mesmo mentor trabalhar de norte a sul do país, dada a pobreza de mão-de-obra qualificada».

Na área da recuperação patrimonial, Summavielle defendeu a «conivência de outras entidades», nomeadamente as autarquias e o templo Católica. Sol/Lusa»

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